Universidade Federal do Espírito Santo

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Informações Gerais
Disciplina:
Saúde da população negra ( SBA17705 )
Unidade:
Departamento de Ciências da Saúde
Tipo:
Optativa
Período Ideal no Curso:
Sem período ideal
Nota Mínima para Aprovação:
5.00
Carga Horária:
45
Número de Créditos:
1

Objetivos
Analisar a influência do racismo institucional na sociedade brasileira e seus impactos no processo de saúde-doença-cuidado, explorando os determinantes e condicionantes socioculturais que afetam a saúde da população negra. A disciplina buscará compreender as desigualdades no acesso aos serviços de saúde e as práticas de cuidado, com ênfase na proposta do Sistema Único de Saúde (SUS) de promover a universalização do acesso e a equidade. Além disso, abordará a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) como uma estratégia fundamental para aumentar o acesso ao SUS e aprimorar a qualidade do cuidado nas Unidades Básicas de Saúde, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais justo e igualitário.

Ementa
Racismo institucional na sociedade brasileira e os impactos produzidos no processo de saúde-doença-cuidado, seus determinantes, condicionantes e práticas socioculturais em saúde. A discussão será relacionada à proposta do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como principal desafio universalizar o acesso ao sistema de saúde e minimizar as desigualdades sociais, garantindo a equidade de acesso aos serviços de saúde. Para tanto, enfatizamos a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) como estratégia de aumento do acesso ao SUS e melhoria da qualidade do cuidado nas Unidades Básicas em Saúde.

Bibliografia
1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra: uma política para o SUS 3. ed., Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2017. 2. BRASIL. Portaria nº 992, de 13 de maio de 2009. Institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: https://bvsms.de.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/prt0992_13_05_2009.html. 3. BATISTA, L.E., WERNECK, J. LOPES, F. (orgs.).Saúde da população negra. 2. ed., Brasília, DF: ABPN - Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, 2012.

Bibliografia Complementar
1. PAULI, S.; BAIRROS, F. S.; NUNES, L. N.; NEUTZLING, M. B. Prevalência autorreferida de hipertensão e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva. 24(9),3293–3303, 2019. 2. QUEIROZ, P. S. F.; MIRANDA, L. P., OLIVEIRA, P. S. D.; RODRIGUES NETO, J. F., SAMPAIO, C. A., OLIVEIRA, T. L., SILVA, M. E. O. Obesidade abdominal e fatores associados em comunidades quilombolas do Norte de Minas Gerais Epidemiologia e Serviços de Saúde. 2021, 30,3,e2020833. 3. OLIVEIRA, E.F.; JESUS, V,S.; SIQUEIRA, S.M.C.; ALVES, T.A.; SANTOS, I.M.; CAMARGO, L.C. Promovendo saúde em comunidades vulneráveis: tecnologias sociais na redução da pobreza e desenvolvimento sustentável. Rev Gaúcha Enferm. 2015;36(esp):200-6. 4. SANTOS, I.N. et al. O racismo estrutural e seu impacto na saúde do adolescente afrodescendente brasileiro. Revista de Saúde Coletiva, v. 34, e34025, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/physis/a/9CFf4t8LsckS8nsh9dmKLHb/?lang=pt&format=pdf 5. SILVA, LB. “Even if we are the caring hand”: Black doctors and structural racism in the context of primary health care. Cien Saude Colet., 29:e07622023, 2024. Disponível em: https://scielosp.org/pdf/csc/2024.v29n3/e07622023/en
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